O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que aguarda aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Saúde para fornecer gratuitamente canetas emagrecedoras pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mediante prescrição médica. Segundo ele, a Capital dispõe de recursos para custear os medicamentos, mas a ausência de um protocolo do SUS impede a implantação do projeto.
A declaração à imprensa ocorreu após Lula dizer que pretende destravar o tema de maneira responsável. Crítico do presidente, Abilio evitou avaliar se a iniciativa teria caráter eleitoreiro.
O prefeito defendeu que, se o governo federal não conseguir viabilizar a distribuição pelo SUS, o Ministério da Saúde ao menos estabeleça um protocolo clínico que permita a estados e municípios oferecer os medicamentos.
“Se ele não conseguir liberar a caneta, libera pelo menos o protocolo, que nós temos o recurso aqui pra fazer o projeto”, declarou. Abilio também afirmou que o governo estadual tenta implementar a oferta há algum tempo e atribuiu a dificuldade à mesma ausência de protocolo.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, já alertou que o uso deverá ser exclusivo para o tratamento de pacientes com obesidade, e não para oferecer um “milagre estético” gratuito.
De acordo com Padilha, o Brasil tem 14 produtos registrados para combater a obesidade. O ministro afirmou que a diversidade de medicamentos reduziu preços que estavam entre R$ 1,7 mil e R$ 2 mil para valores de R$ 300 a R$ 400 nas farmácias, ampliando o acesso.
Padilha disse ainda que o objetivo do governo é incorporar essa medicação ao SUS como um direito, de forma responsável.




