Aliados do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), avaliam que o Senado tem votos suficientes para aprovar o fim da escala 6x1. Segundo a jornalista Andreza Matais, do Metrópoles, a expectativa inclui apoio de parlamentares da direita, como Cleitinho (Republicanos), senador e governador eleito de Minas Gerais.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou a proposta em 2 de setembro, por 23 votos a quatro. Foram contrários Rogério Marinho (PL-RN), Tereza Cristina (PP-MS), Jaime Bagattoli (PL-RO) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS). Marinho coordena a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, enquanto Tereza Cristina responde pela área de agricultura.
Conforme a jornalista, Alcolumbre deve cumprir o compromisso com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de pautar a medida. A articulação ocorreu em meio ao apoio de Lula aos candidatos do senador no Amapá, derrotados nas eleições.
A publicação informa que Lula vê na aprovação uma oportunidade de ampliar o contraste com Flávio Bolsonaro, contrário à proposta. Já a campanha do candidato do PL considera que a votação não deve modificar a disputa presidencial, pois a expectativa sobre o tema já estaria incorporada ao debate eleitoral.
Aliados de Flávio argumentam que ele defende regras mais flexíveis, com jornada definida por negociação entre empregadores e trabalhadores. Ainda segundo Matais, o candidato pretende explorar a aliança entre Lula e Alcolumbre, especialmente a falta de avanço dos pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal.
Uma eventual vitória de Flávio também poderia afetar a eleição para a presidência do Senado. Segundo a apuração citada, Rogério Marinho é seu nome preferido, o que reduziria as chances de permanência de Alcolumbre.
A reportagem menciona ainda divergências do presidente do Congresso com os governos Lula e Jair Bolsonaro, como a derrota da indicação de Jorge Messias ao STF e a espera de quatro meses pela sabatina de André Mendonça.




