Os movimentos políticos de Irajá Lacerda, ex-secretário-executivo do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pré-candidato a deputado federal pelo PSD, têm provocado críticas de correligionários. Segundo relatos da publicação de origem, integrantes da legenda passaram a classificá-lo como “traidor” após mudanças de apoio na pré-campanha.
Irajá foi um dos principais auxiliares de Carlos Fávaro durante sua gestão no ministério. Conforme fontes citadas pela reportagem original, ele teria se afastado da pré-campanha à reeleição do senador e pedido votos, em reunião com lideranças do interior de Mato Grosso, para Mauro Mendes (União Brasil) e Janaina Riva (MDB), adversários de Fávaro na disputa pelo Senado. Irajá, porém, garante que mantém apoio ao correligionário.
Também gerou desconforto a escolha de dobradinhas com os deputados estaduais Eduardo Botelho (União Brasil) e Paulo Araújo (Republicanos), que buscam a reeleição. O movimento deixou em segundo plano o compromisso de apoiar Rafaela Fávaro (PSD), filha do senador, presidente estadual do PSD Mulher e pré-candidata à Assembleia Legislativa.
Os partidos de Botelho e Araújo não integram o arco de alianças do PSD, composto pela Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB), PSB, PDT e Federação Rede-Psol.
Ao explicar suas escolhas, Irajá afirmou que dialoga com diferentes candidatos e respeita as preferências de sua base, incluindo apoiadores de Rafaela, Botelho e Paulo Araújo.
Na disputa presidencial, ele declarou apoio a Ronaldo Caiado (PSD), alegando fidelidade partidária, enquanto Fávaro permanece aliado de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Irajá apoiou Jair Bolsonaro (PL) em 2022, antes de ser nomeado para o Mapa, e agora diz que seguirá integralmente a orientação do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.
Procurado pela publicação de origem, Fávaro preferiu não comentar os posicionamentos do aliado, mas negou ruptura política. O senador também afirmou que a legenda está garantida para Irajá disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados.




