Letícia Colin e Michel Melamed retomaram o casamento após quase dois anos separados, mas decidiram manter endereços diferentes. Segundo a atriz, a escolha permite conciliar as agendas profissionais e preservar o espaço individual dos dois.

Em entrevista à Quem, Letícia contou que a saudade aparece em meio à rotina de gravações e aos projetos de Melamed, que é ator, diretor e dramaturgo. Ela interpreta Adriana em Quem Ama Cuida.

A atriz afirmou que o filho do casal, Uri, de 6 anos, também está adaptado à organização familiar. Para ela, o formato exige movimento, resiliência e disposição para construir uma vida compatível com as condições reais da família.

A prática é conhecida pela sigla LAT, de living apart together, expressão traduzida como “vivendo juntos, mas em casas separadas”. O modelo mantém o relacionamento sem compartilhar permanentemente a mesma residência.

Ao Metrópoles, a psicóloga especializada em relacionamentos Eudiléia Marcelino explicou que essa configuração pode beneficiar pessoas que se sentem sufocadas pelo contato excessivo ou têm dificuldade com a rotina conjugal. Segundo ela, uma vantagem é facilitar o equilíbrio entre autonomia e vida a dois, reduzindo a necessidade de adaptação constante às demandas do parceiro.

Uma pesquisa publicada pela National Library of Medicine apontou que a maioria das pessoas em uniões LAT mantém casas distintas por razões práticas. Os pesquisadores também destacaram a escolha entre pessoas mais velhas, divorciadas ou viúvas que desejam conservar a independência.

O formato, porém, traz desafios: manter duas casas custa mais, a logística com filhos pode ficar complexa e a conexão emocional exige esforço. Eudiléia alerta que, sem uma relação sólida, a distância física pode ampliar a insegurança e a desconfiança, além de esconder problemas mais profundos.