A utilização de um elenco mais jovem pelo Cuiabá no Campeonato Mato-grossense representa um risco calculado, na avaliação do especialista Jenisson Bartniski. Em entrevista ao Rdnews, ele afirmou que a estratégia pode integrar uma reformulação sustentável, desde que seja acompanhada de ajustes e equilíbrio entre formação de atletas e competitividade.
O clube iniciou 2026 sob pressão após não conquistar o acesso à Série A em 2025 e ser eliminado pelo Sport Sinop nas quartas de final do Estadual. No ano anterior, a derrota para o Primavera na decisão do Mato-grossense já havia impedido o pentacampeonato.
Para Bartniski, a sequência rompe uma narrativa recente de hegemonia regional e afeta tanto o planejamento esportivo quanto a confiança do elenco. Embora o Estadual possa ter peso menor dentro de um projeto nacional, ele entende que a competição também funciona como indicador de organização e continuidade técnica.
O presidente Cristiano Dresch atribuiu a eliminação a uma decisão administrativa e informou que o clube investiu cerca de R$ 30 milhões na formação de atletas nos últimos anos. Na leitura do especialista, assumir a responsabilidade ajuda a proteger jogadores e comissão técnica, mas amplia a cobrança sobre a gestão.
Bartniski considera válido usar o Estadual para desenvolver jovens, desde que exista um núcleo de atletas experientes para orientá-los. Também defende que os objetivos sejam apresentados claramente à torcida, ajustando expectativas sobre o desempenho da equipe.
Segundo ele, a aposta na base pode cumprir duas funções: renovar o elenco e contribuir para a sustentabilidade financeira. O retorno, porém, depende da consistência do projeto, e não apenas da adoção desse modelo.
Com Copa do Brasil e Série B no calendário, o especialista defende reconstrução gradual, integração do grupo e clareza de metas. Em sua avaliação, uma reformulação bem executada pode manter os riscos sob controle; sem isso, a instabilidade esportiva pode se prolongar.




