A formação de um bloco com 15 votos em apoio ao vereador Ilde Taques (Podemos) na disputa pela presidência da Câmara de Cuiabá provocou reação do prefeito Abilio Brunini (PL). A articulação garantiu a maioria necessária a menos de 12 dias da eleição, marcada para 6 de outubro, mas os apoios ainda precisam ser mantidos até a votação.
Abilio defendia uma mudança no regimento interno para permitir a recondução de sua aliada Paula Calil (PL), proposta que não obteve respaldo suficiente entre os vereadores. Nas redes sociais, o prefeito afirmou que o avanço do grupo de Ilde representa aumento da oposição à gestão.
“Vereadores se juntam a oposição e definem a nova Mesa da Câmara de Cuiabá. Aumentou a oposição e teremos menos aliados. Lamento, mas Cuiabá seguirá avançando mesmo com alguns jogando contra”, publicou. A afirmação de que o grupo atuará para dificultar a administração é uma avaliação do prefeito.
O desgaste envolve a tentativa de Abilio de questionar judicialmente a redução de 18 para 14 votos do quórum necessário para mudanças no regimento e outras matérias. Também há reclamações de vereadores sobre falta de diálogo, pagamento de emendas e indicações. Para os parlamentares críticos à iniciativa, a preferência por Paula não justificaria interferir nas competências da Câmara.
Além de Ilde, seu bloco reúne Sargento Joelson, Drª. Mara, Dídimo Vovô, Alex Rodrigues, Katiuscia Mantelli, Chico 2000, Maysa Leão, Maria Avallone, Eduardo Magalhães, Michelly Alencar, Daniel Monteiro, Baixinha Giraldelli, Adevair Cabral e Jeferson Siqueira.
O grupo de Paula conta com ela e mais dez vereadores: Samantha Iris, Rafael Ranalli, Marcus Brito, Demilson Nogueira, Wilson Kero Kero, Kássio Coelho, Marcrean Santos, Cezinha Nascimento, Mário Nadaf e Coronel Dias. Dilemário Alencar (União Brasil) aparece separado dos dois blocos.




