Representantes do Brasil e dos Estados Unidos devem se reunir virtualmente na próxima semana, provavelmente na segunda-feira (31/8), às 14h30, para discutir as tarifas aplicadas aos produtos brasileiros. Segundo fontes citadas na reportagem original, a data foi alterada para acomodar as agendas das autoridades.
A expectativa é que participem o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O objetivo, conforme o ministro antecipou publicamente, é ampliar a lista de isenções das tarifas.
O encontro deve ser o primeiro entre os países após o anúncio das taxas, em julho, com exceção do telefonema entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump. O governo brasileiro havia informado que buscava negociações desde o anúncio, mas não obtivera retorno.
Um interlocutor a par das tratativas afirmou ao Metrópoles que discussões já ocorriam em nível técnico, com propostas e contrapropostas. Segundo essa fonte, o Brasil está disposto a negociar, e o debate não deve depender do calendário eleitoral.
Lula e Trump conversaram por telefone na sexta-feira (21/8). De acordo com o Planalto, a ligação durou uma hora e 20 minutos, teve “tom cordial” e abordou tarifas, combate ao crime organizado e conflitos globais.
Na conversa, Lula classificou as justificativas das taxas como “infundadas” e defendeu a manutenção dos Estados Unidos como parceiro comercial. Segundo o comunicado brasileiro, ele argumentou que as tarifas prejudicam ambos os países e que negociar seria a melhor opção.
Ainda conforme o Planalto, Trump concordou com a necessidade de preservar vínculos comerciais fortes e propôs que as equipes retomassem os encontros o mais rapidamente possível.




