As defesas do instrutor Hedilerson Fialho Martins Barbosa e do coronel Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas anunciaram que vão recorrer das condenações pelo assassinato do advogado Roberto Zampieri. O Tribunal do Júri terminou na madrugada desta sexta-feira (02), em Cuiabá, após três dias de julgamento.

Hedilerson recebeu pena de 25 anos de reclusão. Etevaldo e Antônio Gomes da Silva foram condenados, cada um, a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão.

Os três foram condenados por homicídio mediante paga ou promessa de recompensa, com recurso que dificultou a defesa da vítima e uso de arma de fogo de uso restrito.

Advogados de Etevaldo, Jayme Rodrigues e Sarah Quinetti disseram que ainda vão estudar os argumentos do recurso. Rodrigues afirmou respeitar a decisão dos jurados, embora discorde dela, e informou que pretende apresentar apelação e levar a discussão ao Superior Tribunal de Justiça. Quinetti reiterou que acredita na inocência do cliente.

Responsável pela defesa de Hedilerson, Igor Lopes também declarou respeito ao julgamento, mas afirmou que continuará contestando a condenação.

Já os advogados Nilton Ribeiro e Monteiro avaliaram positivamente a pena de Antônio, executor confesso do crime. Segundo Ribeiro, o reconhecimento da confissão contribuiu para a redução da punição. A defesa informou que sua estratégia se concentrou em diminuir a pena diante da admissão de autoria.

Os defensores também disseram que Antônio demonstrou satisfação com o resultado. Ribeiro relatou que ele havia pedido aos jurados que o condenassem. Monteiro classificou a pena como baixa diante da gravidade do crime.

Durante o depoimento, Antônio admitiu ter matado Zampieri e chamou a vítima de “corrupto”, declaração que não comprova a acusação. Também afirmou que teria executado o desembargador aposentado Sebastião de Moraes Filho caso tivesse recebido essa tarefa.