O governador do Tennessee, Bill Lee, anunciou neste sábado (3/10) a renúncia de Frank Strada, chefe do sistema prisional estadual. A saída ocorreu dias depois de a execução de Christa Pike não ter sido concluída. Ela sobreviveu à aplicação de duas doses de injeção letal na quarta-feira (30/9), foi transferida para uma unidade médica e está em estado crítico.
Em comunicado, Strada afirmou que deixar o cargo “é o melhor para o estado” e classificou a investigação sobre o episódio como “totalmente apropriada e necessária”. Ele era responsável pela supervisão das execuções estaduais. O governador agradeceu pelos serviços prestados e informou que um comissário interino será anunciado em breve.
Essa foi a segunda execução malsucedida no Tennessee. Em maio, a execução de Tony Carruthers havia sido interrompida depois que as autoridades tentaram obter acesso venoso, sem sucesso, por mais de uma hora e meia.
Pike foi condenada à morte pelo assassinato de Colleen Slemmer, ocorrido em 1995, e estava havia 30 anos no corredor da morte. Ela tinha 18 anos quando cometeu o crime. A vítima, uma colega de turma de 19 anos, foi torturada e assassinada. Pike e seu então namorado foram condenados.
Caso a execução tivesse sido concluída, Pike teria sido a primeira mulher executada no Tennessee em 200 anos. Em declaração registrada em vídeo, ela afirmou estar arrependida e reconheceu a dor causada à família da vítima, à própria família e às famílias dos corréus. Disse também que, quando foi acusada, não se importava com o que havia feito.




