Um avião da Gol que partiu do Recife com destino a Guarulhos (SP) precisou retornar ao Aeroporto Internacional dos Guararapes após uma colisão com pássaro provocar fogo em um dos motores. O pouso de emergência ocorreu às 13h47 de segunda-feira (5). Segundo a companhia, o desembarque aconteceu “sem intercorrências”, e a aeronave foi encaminhada para manutenção.
A ocorrência é investigada pelo Cenipa. Conhecido na aviação como birdstrike, o choque com aves pode comprometer a segurança do voo, embora nem sempre resulte em pouso de emergência.
De acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas, foram registrados 5.100 incidentes entre 2022 e 2024. No primeiro semestre de 2025, houve cerca de 1.100 registros. A entidade informa aumento de 33% em relação aos 869 casos do mesmo período anterior.
Em entrevista à TV Globo, a pilota e professora de Ciências Aeronáuticas da Uninassau Laissa Ribeiro explicou que aeronaves comerciais são preparadas para determinadas ocorrências e que pilotos e comissários recebem treinamento regular. Em algumas situações, o voo pode continuar com apenas um motor.
A especialista também destacou que o avião tem capacidade de planar caso os dois motores sejam comprometidos, permitindo à tripulação avaliar um local para pouso de emergência.
Registros feitos por passageiros e moradores mostraram chamas, ruídos de explosões e perda de altitude. Laissa ponderou que não era possível determinar naquele momento se a descida resultou da colisão ou de uma manobra do piloto. Segundo ela, a redução poderia integrar o procedimento de gerenciamento da emergência.
Antes de aterrissar, a aeronave fez voltas no ar para reduzir o combustível. A professora explicou que o consumo é um procedimento esperado para atingir o peso adequado ao pouso, já que o avião estava abastecido para seguir até Guarulhos.




