O presidente da CPI da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Wilson Santos (PSD), apresentará nesta quarta-feira (30) um relatório preliminar da investigação. O documento reúne análises de depoimentos e de materiais enviados pela Procuradoria-Geral do Estado, Controladoria-Geral do Estado, Tribunal de Contas do Estado e Polícia Federal.
Um dos pontos é o crescimento das despesas indenizatórias da Secretaria de Estado de Saúde (SES). Segundo os dados examinados pela comissão, esses gastos ultrapassaram R$ 1,1 bilhão entre 2019 e 2025. A análise documental prosseguiu mesmo com a suspensão temporária das oitivas durante o período eleitoral.
O relatório também abordará o Termo de Ajustamento de Conduta nº 01/2019. De acordo com Wilson, o acordo foi assinado com o Ministério Público em 27 de maio de 2019 e tinha como principal objetivo encerrar ou reduzir drasticamente compras e pagamentos por indenização. O termo se encerrou em agosto deste ano.
Na avaliação do deputado, a secretaria seguiu caminho contrário ao previsto no acordo. Ele afirma que o aumento dessas despesas não ficou restrito à fase mais crítica da pandemia de Covid-19.
Entre os demais pontos estão alertas de órgãos de controle que, segundo a comissão, não teriam sido considerados, além de pagamentos indenizatórios com recursos estaduais e federais a empresas investigadas. O documento relaciona possíveis inconsistências na execução de serviços e plantões, na documentação de pagamentos e nos procedimentos de contratação, ainda sujeitas a esclarecimentos.
A retomada das oitivas está marcada para 7 de outubro, às 14h, com o ex-secretário Gilberto Figueiredo e o atual secretário de Saúde, Juliano Mello. Wilson defende a responsabilização de eventuais envolvidos em mau uso de recursos e o aperfeiçoamento dos controles internos.
Instalada em março de 2026, a CPI tem funcionamento previsto até janeiro de 2027.




