A trajetória de Jane Monteiro, conhecida como “Jane Fonda”, será retratada no documentário “JANE”, com lançamento previsto para novembro. Aos 70 anos, a referência do Carnaval, da moda e da beleza cuiabana nas décadas de 1970 e 1980 protagoniza um curta que aproxima suas memórias da rotina atual.
Escrito e dirigido por Luiz Leite, o filme tem 10 minutos e foi produzido em 2026 pela Adjodja Filmes. As gravações ocorreram no bairro da Lixeira e no Centro Histórico de Cuiabá.
A narrativa retoma a presença de Jane em bailes, desfiles e passarelas, mas também acompanha sua relação com o envelhecimento. Hoje, ela prefere o ambiente doméstico, onde convive com animais, objetos e rituais de cuidado. Fotografias e lembranças ajudam a conectar sua história à memória cultural e social da capital.
“A gente quando chega numa fase da nossa vida, como eu estou agora, com 70 anos, a gente procura mais ficar dentro do seu lar. Ali é seu reduto, é seu santuário”, afirma Jane. Ao falar sobre identidade, ela acrescenta: “Eu sou uma mulher na aparência física e na minha alma”.
Segundo Leite, a proposta é apresentar a intimidade da protagonista e sua forma de viver o presente, sem restringir a trajetória de uma mulher transexual aos enfrentamentos que viveu.
“O filme não busca explicar Jane ou reduzi-la a uma trajetória de sofrimento”, diz o diretor. Ele destaca o interesse pela vaidade, pelo afeto dedicado aos animais e pela lucidez de Jane em relação ao tempo.
Cineasta e fotógrafo, Leite passou pelo fotojornalismo antes de chegar ao cinema. No curta, também assina fotografia e montagem. A produção executiva é de Isabelle Fanaia, com assistência de direção de Renata Rodrigues e assistência de produção de Arenor Junior. Stephany Lewandowski responde pela colorização. A trilha original é “Samba de Mandingueira”, de Sasminina, com produção de Joelson Conceição.




