A decisão de realizar procedimentos estéticos ou de envelhecer sem eles deve partir da própria mulher, sem imposições externas. Esse é o posicionamento defendido pela dermatologista Cíntia Procópio, especialista em rejuvenescimento com naturalidade, em artigo sobre envelhecimento e identidade.
Para a autora, a cobrança para esconder a idade passou a dividir espaço com outra exigência: aceitar o envelhecimento com serenidade. Na avaliação dela, essa mudança mantém a pressão sobre as mulheres e cria uma falsa escolha entre intervenções que alteram o reconhecimento do próprio rosto e a recusa de qualquer tratamento.
Cíntia argumenta que tanto a opção de não fazer procedimentos quanto o desejo de tratar a pele ou suavizar mudanças merecem respeito. Nenhuma dessas decisões, afirma, é necessariamente mais livre ou correta que a outra. O ponto central seria compreender se a pessoa está escolhendo por si.
Ao descrever sua abordagem no consultório, a dermatologista diz priorizar a escuta sobre os incômodos, as expectativas e os receios das pacientes. Segundo ela, em alguns casos, o medo não está no envelhecimento, mas na possibilidade de perder a própria expressão após um tratamento.
A autora sustenta que naturalidade e procedimentos não são incompatíveis. Para ela, a indicação deve considerar a avaliação da pele, os objetivos, os limites e os riscos. Esperar, buscar outra alternativa ou não intervir também podem ser as melhores decisões.
No posicionamento apresentado, preservar a expressão e a identidade deve ter mais peso que qualquer técnica. Cíntia defende que cada mulher possa decidir como cuidar do próprio rosto sem precisar justificar sua escolha.




