As despesas declaradas pelos três principais candidatos ao Governo de Mato Grosso e por sete concorrentes ao Senado somaram R$ 35,29 milhões para 5,39 milhões de votos nas eleições deste ano. O levantamento, baseado no site da Justiça Eleitoral e na votação de domingo (4), aponta média de R$ 6,54 por voto.

Os números são provisórios: as campanhas têm até 3 de novembro para entregar a prestação de contas final, e os valores podem mudar.

Reeleito governador no primeiro turno com 60,77% dos votos válidos, Otaviano Pivetta (Republicanos) registrou o menor custo entre os nomes ao Governo: R$ 5,50 por voto. Foram R$ 6,2 milhões em gastos e 1.128.099 votos.

Wellington Fagundes (PL) declarou R$ 7,18 milhões, maior despesa entre os três, e recebeu 430.442 votos, chegando a R$ 16,68 por voto. Doutora Natasha (PSD) informou R$ 4,39 milhões para 281.548 votos, ou R$ 15,60 por voto. Juntas, essas campanhas movimentaram R$ 17,77 milhões para 1,84 milhão de votos, com média de R$ 9,66.

No Senado, Mauro Mendes (União), o mais votado, declarou R$ 3 milhões e obteve 1.187.352 votos: R$ 2,53 por voto. Ele conquistou uma das duas vagas, ao lado de José Medeiros (PL), que gastou R$ 4,26 milhões e recebeu 977.777 votos, com custo de R$ 4,36.

Terceira colocada, Janaina Riva (MDB) declarou R$ 1,75 milhão para 519.434 votos, ou R$ 3,38 por voto. Margareth Buzetti (PP) registrou R$ 2,98 milhões e 65.559 votos: R$ 45,52 por voto, cerca de 18 vezes o custo de Mauro.

Carlos Fávaro (PSD) teve R$ 2,26 milhões em despesas e 411.020 votos, com custo de R$ 5,52. Antônio Galvan (Avante) declarou R$ 951,3 mil para 169.265 votos, ou R$ 5,62. Pedro Taques (PSB) gastou R$ 2,28 milhões e recebeu 224.621 votos, chegando a R$ 10,18.

As sete campanhas ao Senado totalizaram R$ 17,51 milhões para 3,55 milhões de votos, com média de R$ 4,93.