Cleitinho Azevedo (Republicanos) foi eleito governador de Minas Gerais neste domingo (4). Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), às 20h56 ele somava 54,34% dos votos válidos, com 94,16% das seções apuradas. Falcão, do mesmo partido, foi eleito vice-governador.

Em entrevista coletiva pouco antes da oficialização da vitória, Cleitinho afirmou que pretende negociar a dívida estadual com a União e manter diálogo com quem assumir a Presidência da República. Entre os compromissos citados estão reduzir o IPVA e o custo de vida, melhorar estradas e ampliar a qualidade da saúde.

O governador eleito também declarou que convidará Mateus Simões (PSD), atual chefe do Executivo mineiro, para integrar sua gestão. Disse ainda que uma mulher comandará a Secretaria de Educação e confirmou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno presidencial.

A candidatura foi marcada por indefinições. Anunciado como pré-candidato em março, Cleitinho não participou da convenção estadual de 25 de julho, realizada uma semana após a morte de seu irmão Matheus Augusto Azevedo, de 34 anos, por leucemia. Após anúncios de desistência e recuos, o Republicanos confirmou sua participação em 7 de agosto.

Na campanha, ele prometeu diminuir a fila de cirurgias eletivas em um ano a um ano e meio, fortalecer hospitais filantrópicos e descentralizar investimentos em saúde. Também defendeu ampliar a proteção às mulheres, revisar isenções fiscais e garantir ao menos a reposição inflacionária anual aos servidores.

Natural de Divinópolis, Cleiton Gontijo de Azevedo tem 44 anos, é casado e pai de dois filhos. Com ensino fundamental completo, trabalhou como verdureiro no sacolão da família e como músico. Foi eleito vereador em 2016, deputado estadual em 2018 e senador em 2022.

Cleitinho assumirá em janeiro de 2027, sucedendo Mateus Simões, que terminou a disputa pela reeleição em quarto lugar. Simões tomou posse em março, após Romeu Zema (Novo) renunciar para disputar a Presidência.