O deputado federal Fábio Garcia (União Brasil) avalia que a criação de um conselho político da federação União Progressista indica a intenção da direção nacional de deixar as decisões eleitorais de Mato Grosso com o grupo estadual. Ele considera improvável uma intervenção no impasse entre uma eventual candidatura de Jayme Campos ao governo e um possível apoio a Otaviano Pivetta (Republicanos).
Apesar dessa avaliação, Garcia reconheceu que a instância nacional tem condições de interferir. “A nacional sempre pode fazer interferências, numa federação também pode acontecer. Mas a proposta da nacional é justamente não interferir, por isso foi criada uma comissão”, argumentou.
O conselho da aliança entre União Brasil e PP tem maioria de integrantes ligados ao grupo de Mauro Mendes, defensor do apoio à eventual candidatura de Pivetta à reeleição. Entre seus membros estão Margareth Buzetti, Jayme Campos, Fábio Garcia, Dilmar Dal Bosco e Aécio Rodrigues.
A expectativa é que a maior parte desses integrantes defenda Pivetta. As exceções são Jayme e Dilmar, considerado afilhado político do senador e apontado como alguém que tende a acompanhá-lo.
Nos bastidores, Jayme e o deputado estadual Júlio Campos afirmam a aliados que ainda apostam em uma possível decisão da Executiva nacional para resolver o conflito. Segundo publicação do Blog do Romilson, trechos do estatuto da federação têm alimentado essa expectativa no grupo do senador.




