A ampliação da estrutura de treinamento no interior é um dos caminhos para fortalecer o atletismo de Mato Grosso, avalia Tomires Lopes, presidente da Federação de Atletismo Mato Grosso (FAMT). Em entrevista, ele destacou os resultados de atletas que treinam no estado e a necessidade de reduzir os deslocamentos para acesso a pistas sintéticas.

Segundo Lopes, o Centro Olímpico de Treinamento da UFMT, em Cuiabá, melhorou as condições de preparação de atletas olímpicos e paralímpicos, tanto nas provas de pista quanto nas de campo. A estrutura também teria contribuído para ampliar o número de praticantes e revelar talentos.

O dirigente informou que a segunda pista sintética do estado tinha inauguração prevista para o dia 17, na Unemat, em Cáceres. O espaço receberá o nome de Aristides Junqueira, treinador já falecido. Ele também mencionou projetos de expansão para outros municípios, mas ressaltou que a execução depende de condições e decisões dos gestores estaduais.

Já existem polos da modalidade em cidades como Sinop, Rondonópolis, Barra do Garças, Araputanga, Cáceres e Peixoto de Azevedo. Para Lopes, a descentralização permitiria treinos mais frequentes e reduziria o desgaste provocado pelas viagens.

Na formação de base, o presidente atribui papel central aos clubes e às prefeituras. Parte dos clubes participa do programa Centrinhos, da Confederação Brasileira de Atletismo. Já o apoio estadual, incluindo o Bolsa Atleta, é apontado por ele como importante para a permanência dos competidores de alto rendimento.

As corridas de rua também ganharam espaço. Conforme Lopes, Mato Grosso reúne mais de 120 provas no calendário anual, atraindo participantes de outros municípios e estados e movimentando hospedagem, alimentação e transporte.

Na avaliação da gestão, o dirigente destacou a informatização das competições, a abertura de espaço para atletas máster e o campeonato estadual de miniatletismo, destinado a crianças de 8 a 11 anos.