Eleita com mais de 205 mil votos, Coronel Fernanda (PL) atribuiu o resultado nas urnas ao trabalho dos últimos quatro anos e defendeu sua decisão de apoiar Wellington Fagundes (PL) na disputa pelo governo de Mato Grosso. Campeã de votos para a Câmara Federal, ela afirmou ainda estar “anestesiada” com a votação.
Em entrevistas ao portal Rdnews e ao Rdtv Cast, a deputada disse ter entendido que a candidatura de Wellington fortaleceria o partido no estado e ampliaria a busca por votos para Flávio Bolsonaro (PL). O presidenciável terminou o primeiro turno na liderança e enfrentará Lula (PT) na segunda etapa.
“Não estava ali em jogo só a eleição da Coronel Fernanda, estava em jogo a eleição do Flávio Bolsonaro”, declarou. Na avaliação dela, parte das lideranças priorizou os próprios interesses e precisa reconsiderar essa postura.
Fernanda afirmou que a fidelidade é uma característica de sua atuação. Segundo a parlamentar, mesmo tendo recebido propostas que considerou vantajosas na polícia e na política, preferiu manter seus princípios e o compromisso partidário. “A gente tem que ser fiel àquilo que a gente acredita, a gente não pode se vender ou ir para o lado que vai ser mais vantajoso”, disse.
O PL enfrentou uma divisão após a insatisfação de parte da legenda com a aliança com o MDB. Wellington também ficou sem o apoio de lideranças como José Medeiros, eleito senador, e dos prefeitos Abilio Brunini, Cláudio Ferreira e Flávia Moretti.
Cláudio e Flávia declararam apoio a Otaviano Pivetta (Republicanos), enquanto Medeiros participou de eventos com ele e o grupo adversário de Wellington. Pivetta foi reeleito no primeiro turno com 60,77% dos votos válidos; Wellington obteve 23,19%.
Fernanda disse ter cumprido agendas pelo estado para conquistar votos para Flávio, inclusive em localidades consideradas redutos da esquerda. Segundo ela, o diálogo respeitoso permitiu converter apoios.




