Após terminar o primeiro turno à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Flávio Bolsonaro (PL) abriu negociações com antigos adversários, dirigentes do Centrão e governadores para ampliar sua base. A votação decisiva será em 25 de outubro.
No domingo (4/10), Flávio recebeu 47,03% dos votos, contra 45,16% de Lula. Aliados avaliam que a liderança fortalece as negociações com partidos que não apoiaram formalmente sua candidatura na primeira etapa, mas não consideram a eleição definida.
Ronaldo Caiado (PSD) acertou apoio ao senador na segunda-feira (5/10). Os dois devem participar de um anúncio em Goiânia nesta terça-feira (6/10). Romeu Zema (Novo) também declarou voto em Flávio, embora seu partido ainda vá discutir uma posição formal.
A campanha procura ainda Augusto Cury (Avante), terceiro colocado. O escritor, entretanto, afirmou após a votação que não pretende apoiar nenhum dos dois concorrentes.
União Brasil e PP discutem nesta terça-feira (6/10) o posicionamento para o segundo turno. Integrantes das siglas apontam tendência de aproximação com Flávio. O Republicanos, dividido no primeiro turno, também é alvo das articulações. Já o PSD decidiu permanecer neutro e liberar suas lideranças.
Nos estados, a campanha pretende mobilizar a estrutura do PL, que elegeu 19 senadores e 121 deputados federais. A expectativa é reunir os parlamentares eleitos na quarta-feira (7/10), em Brasília.
Reeleito em São Paulo com 62,65%, Tarcísio de Freitas é considerado uma peça importante para ampliar a votação no estado. Em Minas Gerais, a campanha conta com Cleitinho Azevedo (Republicanos) e Nikolas Ferreira (PL).
No Rio, Douglas Ruas (PL) assumirá a coordenação estadual enquanto aguarda uma disputa no Tribunal Superior Eleitoral que pode resultar em sua eleição no primeiro turno.
Outra prioridade será reduzir a vantagem de Lula no Nordeste, onde o petista liderou nos nove estados. A estratégia inclui conquistar votos de outros candidatos e mobilizar quem se absteve ou votou em branco ou nulo.




