Candidato à presidência da Câmara de Cuiabá, Ilde Taques (Podemos) afirma que uma eventual vitória não o transformará em opositor do prefeito Abilio Brunini (PL). A eleição da Mesa Diretora para o próximo biênio está marcada para 6 de outubro. Segundo o vereador, sua candidatura reúne 15 votos, com expectativa de alcançar 17 até o fim da semana.
Ilde reconhece um distanciamento político do prefeito durante a disputa. Conforme seu relato, Abilio preferia outros nomes para o comando do Legislativo: inicialmente Paula Calil (PL) e, depois, Dilemário Alencar (União).
Apesar disso, o candidato se define como independente e diz pretender manter diálogo com o Executivo caso seja eleito. “A gente se afastou, mas não fui para a oposição”, afirmou.
Como exemplo de iniciativas que pretende ajudar a concretizar, Ilde citou os R$ 112 milhões em empréstimos aprovados pela Câmara para pavimentação. Ele declarou que quer contribuir para a aplicação dos recursos nos bairros da capital.
Presidente da Comissão de Fiscalização e Acompanhamento Orçamentário, o vereador também afirmou ter apoiado a gestão desde o início do mandato. Segundo ele, sua atuação incluiu a aprovação dos empréstimos e a viabilização do remanejamento de mais de R$ 900 milhões no orçamento municipal.
Sobre a composição de sua base, Ilde disse que Antônio Lemes (PSD), suplente de Jeferson Siqueira (PSD), havia assumido compromisso de votar em sua chapa antes de tomar posse. Entretanto, segundo o candidato, Lemes teria sinalizado disposição de acompanhar Paula Calil caso ela viabilizasse juridicamente a reeleição.
Ilde negou ameaças ou pressão sobre o suplente e afirmou que a decisão cabe ao próprio parlamentar. Ele também celebrou a adesão de Baixinha Giraldelli (Solidariedade), que anteriormente acompanhava Dilemário nas articulações pela presidência.




