O segundo dia do júri pelo assassinato do advogado Roberto Zampieri terminou nesta quarta-feira (30), em Cuiabá, com a rejeição de um pedido da defesa de Antônio Gomes da Silva para suspender o julgamento. A sessão será retomada nesta quinta-feira (1º), às 9h, ainda sem veredito para os três acusados.

Após cerca de dez horas de trabalhos e os interrogatórios dos réus, o advogado Nilton Ribeiro solicitou o desmembramento do processo e a instauração de incidente de insanidade mental de Antônio, que confessou o homicídio.

O juiz José Mauro Nagib Jorge negou o requerimento. Segundo o magistrado, o interrogatório não apresentou sinais concretos de desorganização mental: Antônio demonstrou fala coesa, compreensão das perguntas e das consequências de seus atos, além de orientação no tempo e no espaço.

Na retomada, acusação e defesas terão três horas cada para apresentar suas teses. Também poderá haver réplica e tréplica. Somente depois dos debates o Conselho de Sentença decidirá sobre os acusados.

O julgamento começou na terça-feira (29), com depoimentos dos delegados Nilson Farias, da DHPP, e Marco Bontempo, da Polícia Federal, além de José Marcos Marini, amigo de Zampieri.

Na quarta, Antônio admitiu ter matado o advogado. Hedilerson Fialho Martins Barbosa negou ter emprestado a arma usada no crime e afirmou que teve a confiança traída por Antônio. O coronel do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas também negou participação e disse estar sendo usado como “bode expiatório”.

Conforme a denúncia do Ministério Público, Caçadini teria financiado o assassinato com R$ 40 mil; Hedilerson seria o contratante e proprietário da arma, que teria emprestado ao executor; e Antônio teria realizado a execução. Os três são os primeiros acusados pelo crime a serem submetidos a julgamento.