Antônio Aparecido Firmino Gonçalves foi condenado a 40 anos e 10 meses de prisão pelo feminicídio de Leovani da Silva Souza, de 43 anos. O julgamento ocorreu na sexta-feira (02), no Tribunal do Júri de Ribeirão Cascalheira, a 900 km de Cuiabá. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.
O crime aconteceu em 29 de março de 2025, em uma residência de Bom Jesus do Araguaia, a 850 km da capital, diante do marido da vítima, identificado pelas iniciais O.F.H.
Segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o acusado não aceitava o encerramento do relacionamento extraconjugal que mantinha com Leovani. A esposa de Antônio havia descoberto a relação, e ele e a vítima tinham concordado com o término.
Por volta das 5h30 daquele dia, Antônio foi à casa da mulher. Em seu relato, o marido afirmou que tentou impedir o crime, mas foi ameaçado. Conforme a acusação, Leovani foi puxada pelos cabelos, obrigada a se ajoelhar e atingida por dois tiros no rosto. O autor foi preso em flagrante horas depois.
Os jurados reconheceram a autoria e a materialidade, além da qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foram aplicadas causas de aumento pelo emprego de arma de fogo de uso restrito e pelo meio cruel utilizado na execução.
A sentença manteve a prisão, negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade e determinou o início imediato do cumprimento da pena.
Responsável pela acusação em plenário, o promotor Bruno Barros Pereira sustentou que o feminicídio ocorreu em contexto de menosprezo à condição de mulher, humilhação e sentimento de posse. Para ele, a condenação representa uma resposta do Sistema de Justiça à gravidade do caso.




