O presidente da Câmara de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira, deverá explicar à Justiça, em dez dias, por que ainda não convocou nova eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. A determinação é do juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara da Fazenda Pública do município.
A decisão foi tomada em ação que pede, liminarmente, a convocação de sessão extraordinária em até 24 horas. O magistrado adiou a análise desse pedido por considerar que a posse da próxima Mesa ocorrerá somente em janeiro, permitindo ouvir as partes antes de decidir.
A ação foi apresentada pelos vereadores Bruno Rios, Jânio Calistro, Adilsinho, Lucas do Chapéu do Sol e Charles da Educação. Além da realização do pleito, eles solicitam que a condução dos trabalhos seja transferida ao primeiro vice-presidente da Câmara, Braz Jaciro.
Os parlamentares alegam ter protocolado requerimento administrativo para uma sessão destinada exclusivamente à nova eleição. Segundo eles, Wanderley rejeitou o documento, embora tivesse a assinatura de 15 dos 23 vereadores.
Em maio, Wanderley venceu Lucas do Chapéu do Sol por 12 votos a 11 e foi reeleito presidente. O Supremo Tribunal Federal, porém, anulou a votação por descumprimento do marco temporal estabelecido pela Corte para eleições das Mesas Diretoras, descrito no relato como antecedência de pelo menos três meses da posse.
Há também uma informação de bastidores, sem confirmação apresentada, de que Wanderley estaria adiando a convocação por ter perdido os votos necessários à reeleição. A decisão judicial relatada não conclui qual seria o motivo da ausência de uma nova votação.




