A Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) retomou nesta quarta-feira (23), em Cuiabá, a votação para a Diretoria Executiva e o Conselho Fiscal no período 2027–2029. A Justiça autorizou a coleta dos votos, mas manteve suspensas a contagem e a proclamação do resultado.

O processo havia sido interrompido por ordem judicial em 16 de setembro. A única chapa participante é encabeçada pelo atual presidente, Hemerson Lourenço Maximo, o Maninho, ex-prefeito de Colíder.

Segundo Alexandre Lopes, prefeito de Campo Verde e integrante da comissão eleitoral, eram esperados 40 votos. Outros 99 já teriam sido depositados antes da suspensão. Três prefeituras estavam impedidas de votar por pendências.

Lopes negou irregularidades e defendeu que foram cumpridos os procedimentos relativos às mudanças no regimento, à convocação e à eleição, incluindo prazos e entrega de documentos. Ele afirmou que a comissão cumprirá as determinações judiciais.

Na decisão, o desembargador Hélio Nishiyama, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, manteve a apuração suspensa até o julgamento definitivo do mérito pelo relator responsável. O magistrado apontou dúvidas jurídicas sobre as alterações estatutárias e o risco de mudanças institucionais de difícil reversão caso um vencedor fosse declarado. Também considerou que a posse está prevista apenas para janeiro de 2027.

A ação foi apresentada por Nova Xavantina, administrada por João Machado Neto, o João Bang (União Brasil). A defesa do município alega que a reforma estatutária encurtou prazos, restringiu a concorrência e inviabilizou chapas de oposição. Também questiona o quórum da assembleia que aprovou as mudanças.

Entre as alterações está a ampliação do mandato de dois para três anos, revertendo medida adotada pelo antecessor de Maninho, Leo Bortolin. Inicialmente, o juízo da 11ª Vara Cível de Cuiabá havia afastado as reclamações apresentadas pelo município.