O professor e auditor substituto de conselheiro do TCE-MT Luiz Henrique Lima defende que candidatos a cargos executivos e legislativos estudem a Lista de Alto Risco da administração pública federal, encaminhada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) ao Congresso Nacional. Em artigo, ele considera o documento uma referência para definir prioridades e formular propostas viáveis.
O levantamento reúne 29 áreas nas quais foram identificados riscos capazes de comprometer políticas públicas e serviços à população. Segundo o texto, o diagnóstico sintetiza fiscalizações realizadas pelo TCU ao longo dos últimos anos e apresenta recomendações para prevenir problemas ou reduzir seus impactos.
Entre os temas econômicos estão o cumprimento das regras fiscais, a transparência das renúncias tributárias e a eficiência da cobrança de tributos. Na infraestrutura, aparecem questões relacionadas ao fornecimento e às tarifas de energia elétrica, à integração dos transportes e às obras paralisadas.
A lista também aborda segurança hídrica, desmatamento ilegal, governança territorial e fundiária, acesso à educação e sustentabilidade do Sistema Único de Saúde. Benefícios assistenciais e previdenciários, contratações públicas, patrimônio imobiliário federal, segurança cibernética e dados governamentais integram o conjunto de preocupações.
Conforme explica Lima, os riscos envolvem vulnerabilidade a fraude, desperdício, abuso de autoridade e má gestão, além da necessidade de mudanças na condução de políticas públicas. Embora o documento trate da esfera federal, ele avalia que vários desses problemas também estão presentes em estados e municípios.
O autor sugere que veículos de comunicação e organizadores de debates utilizem a lista para questionar candidatos. Também ressalta que o monitoramento permanente anunciado pelo TCU deve ser acompanhado de compromissos dos futuros gestores e legisladores, com planos concretos para corrigir os problemas identificados.




