O professor e conselheiro certificado Luiz Henrique Lima defende o aprimoramento da governança do futebol brasileiro, com mais transparência, controle e prevenção de riscos. Em artigo situado em julho de 2024, ele parte dos 30 anos do tetracampeonato mundial e dos dez anos da derrota por 7 a 1 para a Alemanha para discutir problemas que ultrapassam o desempenho em campo.

O autor recorda que a seleção foi eliminada nas quartas de final das Copas de 2018 e 2022. No momento retratado pelo texto, também apontava o desempenho nas eliminatórias para 2026 como o pior da história brasileira nessa etapa da competição.

Lima relata ter participado, no semestre anterior, do IBGC Dialoga Futebol, iniciativa do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa. Segundo ele, os debates abordaram as Sociedades Anônimas de Futebol (SAFs), regidas pela Lei 14.193/2021, e os clubes associativos, regulados pelo Código Civil. Sua avaliação é que existem experiências positivas e negativas nos dois modelos.

Entre os dilemas, o professor destaca organizações que controlam mais de uma equipe, com possibilidade de confronto em competições nacionais ou internacionais. Ele cita os grupos City e Red Bull e aponta a ausência de regulação homogênea para esse tipo de situação. A influência das empresas de apostas esportivas como patrocinadoras também aparece entre as preocupações.

O autor afirma haver consenso sobre a necessidade de modernizar as federações e a CBF, mas observa divergências entre clubes da Série A no processo de formação de ligas.

Para Lima, a relevância cultural, política e econômica do futebol reforça a necessidade de mudanças. Ele destaca negócios que ultrapassam dezenas de bilhões de reais, além da geração de empregos e receitas públicas, e propõe aperfeiçoar as normas e disseminar melhores práticas de gestão.