O professor e escritor Luiz Henrique Lima defende que o voto deve ser valorizado como um direito e um dever de cidadania. Em artigo no qual anuncia que irá às urnas no domingo, ele afirma que a participação individual importa, mesmo quando não é decisiva para o resultado da eleição.
Lima relata que a ditadura o impediu de votar para presidente até perto dos 30 anos. Segundo ele, essa experiência marcou suas escolhas posteriores, sempre contrárias a quem defendia aquele regime ou outras formas de ditadura.
Ao recordar sua trajetória eleitoral, o autor cita o voto em Leonel Brizola para governador do Rio de Janeiro, em 1982, e manifesta orgulho pelo governo que ajudou a eleger. Também lembra o apoio a Darcy Ribeiro para o governo fluminense, em 1986, e a Brizola para presidente, em 1989, ambos derrotados. Na avaliação de Lima, o país teria seguido um caminho melhor caso esses candidatos tivessem vencido.
O escritor afirma que a maturidade lhe ensinou que nenhum grupo político tem exclusividade sobre a virtude ou a verdade, nem está livre de contradições. Ele também considera a escolha de representantes do Legislativo tão importante quanto a dos cargos executivos, ou até mais, e certamente mais difícil.
No texto, Lima declara que nunca votou em candidatos que professassem ideias fascistas, racistas, de exaltação a torturadores ou de destruição ambiental. Ao concluir, sustenta que o eleitor deve pensar no futuro do país e das próximas gerações, respeitando posições divergentes tanto na vitória quanto na derrota.




