O ex-governador e senador eleito Mauro Mendes (UB) e o deputado federal reeleito Fábio Garcia (UB) contestaram a avaliação de que o União Brasil tenha fracassado ou agido de forma desorganizada na formação das chapas proporcionais deste ano. Para ambos, o resultado foi positivo, com dois deputados federais, dois estaduais, um senador e uma vice-governadora.

As declarações ocorreram durante reunião suprapartidária convocada pelo PL para organizar apoio ao senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Presidente da Federação União Progressista, composta por UB e PP, Mauro afirmou que a previsão já era eleger dois deputados estaduais. Na avaliação dele, Dilmar Dal Bosco e Sebastião Rezende, reeleitos, conseguiram o resultado por terem sido mais eficientes na busca de votos.

“Um partido sai com um senador, dois deputados federais e dois deputados estaduais. É um dos partidos que tem uma boa expressão política no estado de Mato Grosso”, declarou.

Júlio Campos não conseguiu a reeleição. Eduardo Botelho, que deixou o UB pelo MDB em busca de viabilidade eleitoral, também não se reelegeu.

Fábio foi questionado sobre a chapa estadual ter preenchido apenas nove das 25 vagas, mesmo após a aliança com o PP. O deputado atribuiu a dificuldade de recrutamento à baixa perspectiva de eleição para quem ingressasse no grupo, sem responsabilizar um dirigente específico. Deputados haviam reclamado de falta de empenho de Mauro na articulação.

“Era difícil atrair alguém para uma chapa onde a perspectiva de eleger as pessoas que vinham de fora para participar dessa chapa era muito pequena”, afirmou Fábio.

Ele foi reeleito à Câmara Federal com quase 140 mil votos. Virginia Mendes, esposa de Mauro e estreante em disputas por cargo eletivo, também se elegeu deputada federal, superando 100 mil votos.