O Ministério Público de Mato Grosso apresentou recurso para aumentar as penas dos três condenados pela morte do advogado Roberto Zampieri. A apelação foi protocolada na segunda-feira (5) e solicita ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso a revisão das punições fixadas pelo Tribunal do Júri de Cuiabá.

Assinam o recurso os promotores Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, do Núcleo de Defesa da Vida da Capital. O pedido não pretende alterar a condenação definida pelos jurados, mas ampliar as penas aplicadas a Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas.

Antônio, apontado como executor dos disparos, recebeu pena de 21 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão. Hedilerson, acusado de auxiliar na execução do plano criminoso, foi condenado a 25 anos. Para Etevaldo, a punição foi de 21 anos, 10 meses e 15 dias. Juntas, as penas ultrapassam 68 anos.

O julgamento durou três dias e envolveu um processo com mais de 55 mil páginas. Foram ouvidas testemunhas, entre elas delegados das polícias Civil e Federal responsáveis pelas investigações, além dos interrogatórios dos réus e dos debates entre defesa e acusação.

Conforme a denúncia, o homicídio envolveu paga ou promessa de recompensa, recurso que dificultou a defesa da vítima e arma de fogo de uso restrito. A acusação apresentou provas sobre a dinâmica do crime, a participação dos acusados e o fluxo financeiro relacionado à execução.

Zampieri foi morto em dezembro de 2023, em Cuiabá. Segundo a investigação, o assassinato foi planejado mediante contratação, com os três condenados apontados como responsáveis pela execução e intermediação.