A ampliação do acesso à informação e aos serviços de saúde é central para enfrentar o câncer de mama, defende a oncologista Cristina Guimarães Inocêncio em artigo sobre o Outubro Rosa. Sócia-fundadora da Oncomed-MT e presidente do Grupo de Apoio ao Paciente Oncológico (Gapcan), ela avalia que ações de conscientização precisam continuar além do mês da campanha.
A médica cita estudo publicado pela The Lancet Oncology que projeta aumento dos novos casos no mundo, de 2,3 milhões em 2023 para mais de 3,5 milhões em 2050. Para o Brasil, menciona estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca) de até 78 mil casos anuais no triênio 2026-2028, ante cerca de 73 mil no período anterior.
Segundo Cristina, avanços na informação, no diagnóstico precoce e no tratamento têm contribuído para reduzir a mortalidade em diferentes países. Ela também relata perceber, nos consultórios, maior ocorrência da doença em mulheres jovens, cenário que pode envolver fatores genéticos e relacionados ao estilo de vida.
A oncologista considera importantes os mutirões de atendimento, mas insuficientes diante da dimensão do problema. Como exemplo, relata que a Oncomed oferece consultas e exames gratuitos nessas iniciativas e busca manter o amparo às pacientes quando um câncer é identificado.
No artigo, Cristina afirma que a doença tem até 92% de chance de cura quando descoberta no início. Ela defende atenção a alterações como caroços nas mamas ou axilas, mudanças na pele e no mamilo e secreções, com avaliação médica desses sinais.
Para a autora, conhecer o próprio corpo e receber informações corretas são medidas que ajudam a buscar atendimento e a evitar equívocos na identificação da doença.




