O advogado Pedro Paulo Peixoto defende uma renovação na Ordem dos Advogados do Brasil e avalia que o Dia do Advogado, celebrado em 11 de agosto, encontra a categoria com poucos motivos para comemorar. Em artigo de opinião, ele critica a atuação do Conselho Federal e da seccional de Mato Grosso.
Peixoto, apresentado como professor universitário, presidente do Instituto dos Advogados de Mato Grosso (IAMAT) e líder da oposição à gestão da OAB/MT, considera que o Conselho Federal tem adotado uma postura de alinhamento ao Supremo Tribunal Federal, em prejuízo da independência institucional.
Entre seus questionamentos está o Provimento 222/2023 do CFOAB, que chama de “Provimento da Mordaça”. Na interpretação do autor, a norma restringe desproporcionalmente a liberdade de expressão dos advogados e contraria princípios constitucionais.
Sobre Mato Grosso, Peixoto afirma que disputas internas dividiram a seccional em dois grupos, sem representar uma mudança efetiva. Ele também sustenta que a advocacia perde espaço diante do Judiciário e do Ministério Público, situação que atribui à fragilidade da representação institucional.
O autor acusa ainda a entidade de privilegiar uma parcela da categoria, enquanto a maioria permaneceria sem o apoio necessário. Como alternativa, propõe mobilização dos profissionais para exigir defesa das prerrogativas, independência e compromisso com a justiça. Para ele, a participação dos advogados é indispensável à transformação que reivindica.




