Reconhecer um ipê, um pequizeiro ou um buriti é parte da aproximação com a natureza que o cineasta Perseu Azul busca estimular por meio do audiovisual. Em entrevista ao Rdnews, o criador de FloriFluto explicou que a série infantil nasceu do desejo de reconectar crianças às plantas dos quintais, ruas e praças.
Com quatro episódios até então, a produção acompanha duas plantinhas que ajudam seres humanos a corrigir desequilíbrios ambientais causados por eles próprios. Cada história aborda as consequências do desaparecimento de uma planta em determinado microambiente, combinando informações científicas e diversão.
Segundo Perseu, a série foi concebida com poucos estímulos sonoros e visuais, pinturas de aparência manual, músicas e vozes regionais. A intenção é oferecer uma linguagem próxima das brincadeiras e dos desenhos que as crianças podem produzir, valorizando espécies do Cerrado.
O cineasta também falou sobre Insustentáveis, sua primeira série de ficção, gravada em Chapada dos Guimarães. Com 13 episódios de 26 minutos, a obra retrata uma comunidade que tenta viver de maneira sustentável e encontra dificuldades para transformar esse objetivo em prática coletiva. A realização envolveu uma equipe de diferentes regiões do Brasil.
Na avaliação de Perseu, a produção audiovisual mato-grossense cresceu com a organização dos profissionais, a formação oferecida por universidades e oficinas e a continuidade do apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer. A distribuição, porém, permanece como um entrave.
Ele aponta a ausência de distribuidoras profissionais no estado e defende que os realizadores considerem público e espaços de exibição desde o desenvolvimento dos roteiros. Entre seus projetos, citou O Chapa, sobre um trabalhador de carga e descarga que mente compulsivamente e tenta reconstruir a relação com a filha, além da animação Alala.




