A Polícia Federal deverá investigar se episódios envolvendo danos a imagens religiosas fazem parte de uma possível “onda de ataques nos últimos meses” no Brasil. A determinação é do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e inclui ocorrências registradas em Mato Grosso e em outros seis estados.

Entre os casos mencionados está o de uma imagem de Nossa Senhora Aparecida instalada junto à Cruz do Chilão, em Cuiabá. A peça teve a cabeça arrancada na noite de sexta-feira (25). A Arquidiocese de Cuiabá repudiou o episódio e pediu providências às autoridades.

Dino também citou uma ocorrência em Jauru. Em março, um homem de 47 anos foi preso depois de violar e danificar, com um machado, uma imagem de Nossa Senhora Aparecida que estava dentro de uma capela.

A decisão abrange ainda registros de vandalismo, incêndio, furto e destruição na Bahia, no Paraná, no Pará, no Rio Grande do Sul, em Alagoas e em Minas Gerais.

Para fundamentar a atuação inicial da PF, o ministro recorreu ao artigo 144, parágrafo 1º, inciso I, da Constituição Federal. Foram considerados a repercussão interestadual dos ilícitos, a necessidade de repressão uniforme e o caráter ostensivo de violação aos direitos humanos. As informações são do Metrópoles.