O PL elegeu 121 deputados federais neste domingo (4), crescimento de 23 cadeiras e maior bancada de um partido na Câmara desde a eleição de 1986. Segundo a Folha de S. Paulo, os eleitos tomarão posse em 1º de fevereiro de 2027.
O PT passou de 65 para 70 deputados. Sua federação com PCdoB e PV será a segunda maior força da Casa. Somados a PDT, Psol, Rede e PSB, os partidos de esquerda terão 124 representantes, ou 24% da Câmara, apenas três a mais que o PL. À direita, o Novo conquistou dez vagas.
Entre as siglas do centrão, a federação União Brasil-PP caiu de 98 para 87 deputados. O Republicanos, do presidente da Câmara, Hugo Motta (PB), passou de 42 para 41; o PSD, de 48 para 43; e o MDB, de 38 para 36.
Mesmo menores, essas bancadas seguem decisivas para formar maiorias. PT e PL precisarão negociar apoio às suas propostas. O centrão poderá crescer com parlamentares de partidos que não alcançaram a cláusula de desempenho, que condiciona o acesso ao fundo partidário e à propaganda gratuita.
Uma aliança ampla poderia viabilizar mudanças constitucionais, mas o apoio integral é considerado improvável diante das diferentes afinidades dos eleitos com a esquerda e o bolsonarismo.
O resultado também afeta recursos e exposição eleitoral. Dos valores do fundo partidário, 95% são repartidos proporcionalmente aos votos para deputado federal. No fundo eleitoral, de cerca de R$ 5 bilhões em 2026, 35% seguem essa votação e 48% consideram os deputados eleitos. A representação define ainda 90% do tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão.
Em 2026, cada deputado dispôs de R$ 40 milhões em emendas individuais de execução obrigatória. As comissões tiveram R$ 8 bilhões para indicar, além da participação parlamentar nas emendas estaduais.
Segundo a organização apartidária Central das Emendas, cada deputado terá, em média, quase R$ 295 milhões para destinar nos próximos quatro anos, ampliando a influência das bancadas nas negociações com o Executivo.




