O Partido Liberal (PL) elegeu 20 senadores neste domingo (4/10), o equivalente a 37% das 54 vagas disputadas. Com o resultado, a legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro e do presidenciável Flávio Bolsonaro deve passar de 15 para 29 representantes, mantendo a maior bancada do Senado.

Na próxima legislatura, todos os senadores de Rondônia e de Santa Catarina serão do PL. A composição considera tanto os eleitos quanto os parlamentares que estão na metade do mandato, além das alterações decorrentes de disputas estaduais.

Entre essas mudanças estão as saídas de Sergio Moro (PL-PR) e Cleitinho (Republicanos-MG), eleitos para governos estaduais no primeiro turno. O quadro ainda pode sofrer alterações, pois há senadores que continuam concorrendo a cargos de governador. Titulares atualmente licenciados também influenciam a composição.

O PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, elegeu seis senadores. Apesar disso, sua bancada permanecerá com nove cadeiras.

A ampliação da presença conservadora no Senado era uma das metas da direita para avançar em suas pautas e conter ações do Supremo Tribunal Federal (STF). Cabe ao Senado analisar pedidos de impeachment de ministros da Corte.

Em manifestação na avenida Paulista, em junho do ano passado, Jair Bolsonaro pediu aos apoiadores maioria na Câmara e no Senado. Na ocasião, afirmou que esse resultado permitiria eleger o presidente do Congresso, controlar comissões importantes e influenciar sabatinas.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), vinha se recusando a dar andamento aos pedidos de impeachment, apesar da pressão oposicionista. O crescimento conservador pode dificultar sua reeleição ao comando da Casa em 2027.