O deputado estadual Wilson Santos (PSD), presidente da CPI da Saúde, apresentou nesta quarta-feira (30), a quatro dias das eleições gerais, um relatório preliminar sobre supostas irregularidades na Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso entre 2019 e 2022. Ele afirmou que o parecer será submetido aos integrantes da comissão, embora não ocupe a relatoria.
O relator é o deputado Beto Dois a Um (Podemos), integrante da base da gestão Mauro Mendes (UB) e Otaviano Pivetta (Republicanos). Ao explicar a elaboração de outro documento, Wilson defendeu a legalidade do procedimento e a apresentação de duas visões sobre o caso, mas reconheceu que a duplicidade poderia provocar questionamentos posteriores.
“O relator tem autonomia para apresentar o relatório, mas a gente vai permitir um relatório paralelo, um relatório exclusivo deste ou daquele deputado”, declarou.
No documento, Wilson aponta que a secretaria teria realizado mais de R$ 1 bilhão em pagamentos indenizatórios, sem cobertura contratual. Desse montante, segundo o parecer, R$ 750,5 milhões teriam sido destinados exclusivamente às empresas investigadas na Operação Espelho.
O relatório indica que R$ 641,4 milhões desses repasses foram financiados com recursos estaduais e R$ 109,1 milhões com recursos federais. Também sustenta que a pasta teria ignorado alertas da Controladoria Geral do Estado (CGE).
As sessões foram suspensas no começo do mês em razão do período eleitoral. A retomada está prevista para quarta-feira, 7 de outubro, com expectativa de oitiva do ex-secretário de Saúde Gilberto Figueiredo (Republicanos).
Além de Wilson e Beto, integram a CPI os deputados Janaina Riva (MDB), Chico Guarnieri (PSDB) e Dilmar Dal Bosco (União Brasil).




