Mato Grosso conta com 522 policiais rodoviários federais, mas um estudo da corporação aponta a necessidade de 728 para atender delegacias e unidades operacionais. A diferença de 206 agentes foi apresentada pelo superintendente da PRF no estado, Arthur Nogueira, em entrevista ao Rdnews.
Segundo ele, o efetivo atual não é suficiente para cobrir todo o território. Nogueira afirma, porém, que o investimento em inteligência e tecnologia ampliou a capacidade operacional. O número de profissionais na inteligência passou de 21 para 33 desde que assumiu o cargo, e o videomonitoramento permite fiscalizar trechos com menos policiais presencialmente.
A expectativa é que Mato Grosso receba 13 agentes em 2026. Conforme o superintendente, 321 aprovados no concurso de 2021 foram chamados em dezembro para distribuição entre os estados. Ele considera difícil alcançar o efetivo ideal, diante de aposentadorias e outras saídas da instituição.
Outra necessidade apontada é a criação de uma delegacia na BR-158, na região de Vila Rica e Confresa. Atualmente, o atendimento depende de policiais de Barra do Garças, a 862 quilômetros de distância, com deslocamentos que podem chegar a 12 horas. A proposta está em fase de estudos. O estado possui sete delegacias e 15 unidades operacionais.
Nogueira também atribuiu à fiscalização de velocidade e a outras intervenções a redução de mortes em trechos monitorados. Na Serra de São Vicente, citou uma morte após ações como radares de 50 km/h, iluminação e fiscalização de freios e jornada dos motoristas, ante dez anteriormente, sem delimitar os períodos comparados.
No combate ao tráfico, informou que a PRF encerrou 2025 com mais de 18 toneladas de drogas apreendidas, cerca de 100 quilos acima de 2024, e 256 prisões. Para 2026, destacou como prioridade reduzir acidentes, ampliar o monitoramento e reforçar a fiscalização de veículos de carga.




