O estrategista de marketing Rômulo Rampini defende que empresas integrem marketing, vendas, atendimento e gestão de relacionamento com clientes para enfrentar um mercado mais cauteloso. Em artigo, o consultor credenciado pelo Sebrae-MT e diretor da agência 3TRÊS argumenta que publicações e anúncios isolados não substituem uma estratégia comercial.

Para contextualizar sua avaliação, Rampini cita a Selic em 14% ao ano, mesmo após reduções recentes, e o crescimento de apenas 0,5% do consumo das famílias no segundo trimestre de 2026. Ele também aponta o debate político do ano eleitoral como fator de incerteza para empresários e consumidores.

Na leitura do autor, o consumidor continua comprando, mas pesquisa, compara e seleciona com mais cuidado. Por isso, ele considera inadequado esperar resultados apenas com promoções, impulsionamento de publicações ou conteúdos motivacionais.

Rampini critica a tendência de atribuir ao algoritmo problemas que podem estar na oferta, no posicionamento, na demora do atendimento ou na ausência de processos comerciais. Segundo ele, o tráfego pago não corrige a desorganização da empresa e pode apenas ampliar o contato do público com essas falhas.

O consultor também alerta para os limites de depender exclusivamente de indicações, descontos ou anúncios. Em sua avaliação, essa dinâmica fica mais vulnerável quando o crédito encarece e o consumo desacelera, expondo contatos esquecidos e sistemas de relacionamento com clientes abandonados.

Para Rampini, o marketing profissional deve construir demanda, posicionar a empresa e apoiar a transformação do interesse em receita. Ele defende que a preparação para 2027 comece antes de janeiro, com processos definidos, atendimento ágil e uma equipe comercial preparada. Adiar essa organização até o caixa apertar, argumenta, aumenta o risco de substituir planejamento por improvisação.