O resultado do primeiro turno, realizado no domingo (4/10), apresentou diferenças em relação às últimas pesquisas para presidente e para disputas estaduais. Os institutos afirmam que os levantamentos registram preferências em determinado momento, sem constituir previsões do resultado.
Na corrida presidencial, Datafolha, Quaest, Atlas, CNT e Real Time Big Data indicavam Lula (PT) numericamente à frente. A apuração terminou com Flávio Bolsonaro (PL) com 47% e o petista com 45%, diferença de 2,2 milhões de votos.
O Datafolha apontava 45% para Lula e 42% para Flávio; a Quaest, 46% e 45%; o Real Time Big Data, 43% e 39%; a Atlas/Intel, 47% e 44,1%; e a CNT, 47,8% e 42,1%.
No Distrito Federal, a maioria das pesquisas indicava vitória de Celina Leão (PP) no primeiro turno. Ela obteve 49,9% dos votos válidos e disputará a segunda etapa com Leandro Grass (PT), que recebeu 34,4%.
No Rio de Janeiro, os levantamentos traziam Eduardo Paes (PSD) à frente, mas Douglas Ruas (PL) terminou com 49%, contra 42% de Paes. A disputa está inicialmente prevista para 25 de outubro. Ruas poderá vencer no primeiro turno caso a Justiça confirme a desistência de Anthony Garotinho (Republicanos) de um recurso e seus votos sejam anulados.
Também houve divergências no Senado. Em São Paulo, pesquisas indicavam disputa apertada entre quatro candidatos. Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) venceram com 30,59% e 29,28%.
Ao Metrópoles, Lucas Thut Sahd, do Real Time Big Data, afirmou que escolhas no dia da votação podem alterar o cenário. Felipe Nunes, da Quaest, defendeu que o instituto captou a tendência de voto útil da direita.
O professor Elton Gomes, da UFPI, citou decisões tardias para o Senado. Antônio Lavareda apontou a abstenção como possível fator. Murilo Hidalgo, da Paraná Pesquisas, disse que o instituto suspendeu sondagens senatoriais nos últimos dias porque entre 35% e 45% escolhiam um candidato, mas não declaravam o segundo voto.




