O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu nesta quarta-feira (16/9) a taxa básica de juros brasileira, a Selic, de 14% para 13,75% ao ano. A decisão dá continuidade ao ciclo de cortes, após a redução anunciada na reunião anterior.
Antes desse movimento, a taxa havia permanecido em 15% ao ano durante cinco reuniões consecutivas. A nova diminuição, de 0,25 ponto percentual, já era esperada por participantes do mercado financeiro e estava incorporada às suas projeções.
Apesar da expectativa de corte, havia divergências no mercado sobre o momento adequado para reduzir os juros e sobre o tom do comunicado do comitê.
A Selic é o principal instrumento usado pelo Banco Central (BC) para controlar a inflação. Cabe aos integrantes do Copom decidir pela redução, manutenção ou elevação da taxa, conforme a condução da política monetária. Os preços de bens e serviços continuam avançando, mas com menor intensidade.
Quando os juros aumentam, o crédito fica mais caro, o que tende a reduzir o consumo e os investimentos. O desaquecimento da atividade econômica é o mecanismo esperado para conter os preços pagos por consumidores e produtores.
As previsões do mercado indicam que a Selic não deve ficar abaixo de dois dígitos até o encerramento do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2026. Essa expectativa também alcança o fim do atual mandato de Gabriel Galípolo na presidência do Banco Central, previsto para 2028.




