A eleição da diretoria da Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM) foi suspensa temporariamente nesta quarta-feira (16) por determinação da desembargadora Marilsen Andrade Addario, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). A votação ocorria com chapa única, encabeçada pelo atual presidente, Hemerson Lourenço Maximo, o Maninho, ex-prefeito de Colíder.
A liminar permanece válida até que a 11ª Vara Cível de Cuiabá examine um pedido de tutela de urgência apresentado pelo município de Nova Xavantina, administrado por João Machado Neto, o João Bang (União Brasil). A solicitação estava havia 12 dias sem análise, em meio a sucessivos conflitos de competência.
Segundo a defesa do município, a reforma estatutária promovida por Maninho alterou os critérios de eleição da Diretoria Executiva e do Conselho Fiscal, reduziu os prazos de inscrição e inviabilizou chapas de oposição. Também é questionada a existência do quórum mínimo na assembleia que aprovou as mudanças.
As alterações incluíram a ampliação do mandato de dois para três anos, revertendo a redução adotada pelo antecessor, Leo Bortolin, com o objetivo de promover renovação na entidade.
Ao conceder a suspensão, a desembargadora apontou risco de prejuízo irreparável caso a eleição terminasse antes da apreciação pela primeira instância. Para ela, os conflitos entre as varas não poderiam impedir o acesso à tutela judicial.
A AMM informou que cumpriria a decisão. O presidente da Comissão Eleitoral e prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes (União), afirmou que a entidade aguardaria a manifestação do juiz para definir as próximas etapas. Segundo ele, 99 prefeitos já haviam votado.




