Reeleito neste domingo (4), Otaviano Pivetta (Republicanos) manteve a sequência de eleições para governador de Mato Grosso decididas no primeiro turno. Desde 1994, nenhum vencedor da disputa pelo Executivo estadual precisou participar de uma segunda votação.
Na eleição de 2026, Pivetta alcançou 60,77% dos votos válidos. O senador Wellington Fagundes (PL) recebeu 23,19%, enquanto a médica Natasha Slhessarenko (PSD) ficou com 15,17%.
No histórico desse período, os resultados mais próximos do limite necessário para vencer no primeiro turno foram registrados em 2002 e 2010. Blairo Maggi obteve 50,7% na primeira dessas disputas, e Silval Barbosa chegou a 51,21% na segunda.
A sequência começou com Dante de Oliveira, então no PDT, eleito em 1994 com 71,27%, contra 25,27% de Osvaldo Sobrinho (PTB). Em 1998, já pelo PSDB, Dante conquistou a reeleição com 53,85%, diante dos 37,9% de Júlio Campos (PFL).
Em 2002, Blairo Maggi (PPS) venceu Antero de Barros (PSDB), que teve 29,5%. Quatro anos depois, Maggi foi reeleito com 65,39%, novamente contra Antero, que registrou 19,83%.
Silval Barbosa (PMDB) havia assumido o governo após a renúncia de Maggi para disputar o Senado. Em 2010, foi reeleito com 51,21%, à frente de Mauro Mendes (PSB), com 31,84%.
Em 2014, Pedro Taques deixou o Senado e venceu a eleição estadual com 57,25%, contra 32,45% de Lúdio Cabral (PT). Já em 2018, Mauro Mendes (DEM) obteve 58,69%, superando Wellington Fagundes (PR), que somou 19,56%.
Na disputa de 2022, Mendes, pelo União Brasil, foi reeleito com 68,45% dos votos válidos. Márcia Pinheiro (PV) recebeu 16,41%.




